
domingo, 31 de janeiro de 2010
BOM DIA RAPAZIADA

sábado, 30 de janeiro de 2010
OPINIÃO

VOLTARAM OS ANOS 80 DO FUTEBOL PORTUGUÊS.
Bracalli: “O pénalti matou o jogo”
O guarda-redes no Nacional não tem dúvidas de que “não houve penálti”, e considera que esta falha d ...
O guarda-redes no Nacional não tem dúvidas de que “não houve penálti”, e considera que esta falha da arbitragem condicionou o rumo do encontro. “Não esperávamos perder desta forma. O jogo foi condicionado pelo pénalti e pela expulsão do Alex Bruno. Acho que não foi pénalti e isso matou a partida. Contra 11 já é complicado e com menos um, durante uma hora, ficou mesmo impossível”, afirmou Rafael Bracalli, em declarações à SporTV.
Manuel Machado reconhece que expulsão foi fatal
Manuel Machado admitiu que depois da expulsão de Alex Bruno aos 28 minutos, a equipa não ‘foi a mes
RETIRADO DO SAPO/ DESPORTO
por
JBS
NOTAS

Os comentários em maior ou menor número definem a vitalidade de um blogue. Este blogue, que criei recentemente e dei alum conhecimento, não tem sido alvo dos ditos comentários, talvez porque tenha poucos artigos de opinião.
Talvez...
Por isso deixo algumas notas acerca da REPUBLICA.
Não, a Monarquia não acabou a 5 de Outubro de 1910.
João Brito Sousa
FUTEBOL

Inconformado, o Benfica buscou até ao final da primeira parte o empate, mas o Guimarães sempre fechado continuou a aguentar-se, com destaque para uma jogada em que Saviola se isolava e foi derrubado por Moreno. O amarelo ao central vimaranense podia ser de outra cor, mas o resultado é justo pela falta de coordenação do movimento ofensivo encarnado.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
FUTEBOL/ OPINIÃO

O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, bateu-se bem. Continuo a pensar que se tivesse na baliza o Carlos Gomes, talvez não perdesse o jogo. Nada contra o Rui que é jovem e tem futuro.
Boa arbitragem.
João Brito Sousa
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A CULTURA

CULTURA ou a cultura de uma pessoa, é aquilo que cada um de nós ainda sabe depois de ter esquecido tudo quanto aprendeu. Era assim a definição de cultura, mais coisa menos coisa. A gente estudava, esquecíamo-nos um pouco daquilo que tínhamos aprendido e o que sobrava, constituía o nosso património cultural.
Mas isto era o que eu pensava ser cultura, antes de conhecer os trabalhos do Professor Doutor José Carlos Vilhena Mesquita, um professor Universitário nas Gambelas, radicado em Faro mas, natural de Vila Nova de Famalicão,
Não conheço o Professor pessoalmente, nunca estive em sua presença, apenas o tenho contactado através das coisas da literatura. E às vezes trocamos umas ideias sobre determinados assuntos. Para quem não o conhece, quero dizer aqui, que, em minha opinião, o Professor Doutor JCVM é um homem da cultura farense, com a agravante de não ser natural da cidade, dispensando-lhe todavia grandes períodos de estudo e investigação.
Ler os artigos do Prof nos seus blogues, http://algarvehistoriacultura.blogspot.com/ ou http://promontoriodamemoria.blogspot.com/ é conhecer melhor não só a cidade mas sim toda a região algarvia em muitos dos seus aspectos fundamentais, quer sejam de cultura geral, local ou regional, mas também os seus costumes e tradições, a sua história, aspecto em que o professor JCVM é especialista.
A par de outros vultos de grande valor académico que a região dispõe, entendo que o Professor Doutor JCVM é um investigador nato, que coloca, particularmente, toda a sua capacidade de trabalho ao serviço da Universidade onde lecciona e estende ainda a sua investigação a um âmbito mais alargado de conhecimento.
Os meus parabéns ao senhor Professor JCVM, pela sua competência e valor
JBS
NOTAS

1 - Vou até ao Algarve passar lá uns dias, até à praia da Quarteira e aproveito para apresentar os meus livros Sonetos Imperfeitos e Lucidez de Pensamento, numa sessão de fados promovidos Pelo MUSEU DO TRAJE EM S.BRAZ DE ALPORTEL.
2 - FUTEBOL /OPINIÃO
JOAQUIM MEIRIM E JORGE COROADO, brilharam como antibenfiquistas primários, o que se lamenta. A Lusa já explicou o caso dos stewards mas o Dr. Meirim não quiz saber e, se é verdade o que diz a Lusa, Meirim penalizou o Benfica, dizendo, supostamente, inverdades. Lisandro e Aimar não tem nada a ver mas o senhor Coroado, ao que parece, convem-lhe falar em injustiças e lá vai disto. Parece-me que foi sempre assim.
Todas as pessoas que estiveram no programa, sabem que houve outros túneis e outras coisas graves, mas sobre isso, nem uma palavra. O programa pareceu-me desonesto e, consequentemente, desnecessário. Mas ao que parece, os intervenientes gostaram do que dissseram num programa fútil e deseducativo. Sobretudo injusto, tal como o foram os intervenientes.
JBS
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
FUTEBOL
POESIA

A CRIANÇA QUE FUI!

Todos nós fomos crianças, todos nós fomos pequeninos, todos nós tivemos pai todos nós tivemos mãe. Parece que isto é assim. Depois de crianças e de pequeninos, crescemos na altura, na idade, na maneira de ser e noutros aspectos.
Texto publicado no jornal AVEZNHA/Paderne
João Brito Sousa
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
CARTA AO ALFREDO PEDRO

A POBREZA

É um assunto que parece andar a preocupar as altas personalidades do nosso País, pelo menos, foi isso que ouvi num programa de televisão recentemente, onde foram noticiadas situações de alguma gravidade e indignidade. Não sendo tudo, entendo ser um acontecimento a registar, favoravelmente, porque as pessoas têm que encarar as desigualdades sociais como uma anormalidade.
A sociedade constituiu-se para se conseguir patamares mínimos de existência digna. Depois desta posição, mediante a capacidade de cada um, habilidade, intuição, inteligência, vontade, querer, a situação poderá evoluir para patamares de maior estabilidade. Que é o que se pretende.
Entendo que o grande capital e os Governos, deveriam tomar a peito essa missão, elaborando programas com uma boa dose de razoabilidade de execução, traçar metas e certificar-se do seu cumprimento. Rendimentos mínimos é prolongar a pobreza.
Em meu entendimento, tudo passa por uma questão de formação e educação, porque as pessoas terão de sentir também essa necessidade de se valorizar, afirmando-se perante a sociedade, como elementos válidos, o que, sendo uma matéria difícil deverá ser tentada.
De uma maneira geral, em Portugal, sempre existiram pessoas com deficientes capacidades financeiras, que tornearam o problema estendendo a mão aos outros. Penso que deverá ser uma atitude deveras humilhante, essa de ter de proceder assim, mas, entendo que a atitude vale, para o País conhecer a real situação em que vivem as populações.
Não sei o que a vida me reserva nem direi que desta água não beberei. Todavia, viver num País onde algumas pessoas bem colocadas na vida, preocupam-se, aparentemente, apenas consigo próprias e praticamente esquecendo os outros, não é um País de comportamento eticamente correcto. Eu quero viver num País que se preocupe com o bem estar dos seus cidadãos.
É por isso que escrevi esta crónica.
JOÃO BRITO SOUSA
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
BREVEMENTE
Uma gaivota voava, voava…
Asas de vento, coração de mar,
Somos livres…somos livres… de dizer…
Ermelinda Duarte
Neste livro, fala-se de amor, de amores difíceis, onde um homem se julga traído ou enganado, porque a realidade era não, e ele percebeu sim. Às vezes o amor vê coisas que nunca existiram, nem de perto nem de longe, mas convence-se que viu, ou pensa que viu. Para amar exige-se discernimento, confiança e serenidade. Só sendo sincero o amor é bonito. E só assim vale a pena. Já amaste alguém, perguntou-me ela uma vez. E eu respondi para dentro de mim dizendo que não. Não tem direito à vida quem não ama; nunca se divertiu quem nunca amou, porque o amor é divertimento, disse-me ela de outra vez. Amar é brincar sorrindo, é ter a certeza que nesse sorriso que vai e que vem, transporta para dentro dos nossos corações, a vontade de trocarmos um abraço, ou colarmos os lábios de cada um de nós aos lábios do outro, não esquecendo que estes últimos gestos físicos são uma consequência da necessidade e da vontade de amar, esse requisito que veio connosco com um calendário de execução muito apertado.
Lázaro chegou a casa às cinco da manhã, depois de ter enfrentado uma pequena tempestade doméstica, mas, à chegada, devido à saudade, talvez, ainda lhe ligou, tendo ela atendido.
As aldeias e o seu estatuto de zona interior, sempre tiveram as suas preciosidades humanas, os seus actores, poetas e outros artistas, figuras de extraordinário relevo e cheias de originalidade, com os seus encantos e desencantos, as suas paixões, as suas atitudes corajosas de nobreza e carácter.
RECEBI ESTA CARTA DE UM AMIGO

Aparecer e saudar o velho companheiro
A quem a determinada altura se disse não
Mas um não, não totalmente verdadeiro…
De discórdia sim... mas sofrendo alteração
O importante é dizer o que nós sentimos
Com alma, sinceridade, honradez e razão
Se for assim, virá o dia em que concluímos
Que a vida às vezes é sim outras será não
Sou capaz de ficar algum tempo desligado
Mas depois volto mais calmo e concentrado
Descontraído e sabendo por onde quero ir
A minha vida é ela mesmo, é parte de mim
Foi desta maneira que a percorri, foi assim
Que compreendi que o importante é reagir.
domingo, 24 de janeiro de 2010
QUERO ESCREVER ESTE ROMANCE

Do Patacão até Mar Guerra é uma história de recordações e amor à terra. Já escrevi isso algures; a nossa terra será sempre a nossa terra. E falando dela a saudade vem. Tudo na vida tem uma história e vamos contar isso. Vamos falar de recordações, coisas que vimos e vivemos.
Uma oficina de serralharia civil é uma empresa especializada, porque tem lá as suas técnicas e um operário serralheiro leva muito tempo a formar. Naquele tempo, não havia centros de formação como há hoje, os ofícios iam-se aprendendo aos poucos, passando os conhecimentos dos oficiais para os principiantes.
Mestre Zé era o patrão e era ele que recebia as encomendas e distribuía o trabalho. A oficina abria às nove da manhã e o equipamento começava a funcionar de imediato.
João Brito Sousa
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
O POETA GASTÃO CRUZ

A POESIA DE GASTÃO CRUZ.
GASTÃO CRUZ, nasceu em Faro, em 1941. Poeta e crítico literário, formou-se em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa. Foi professor do ensino secundário e, entre 1980 e 1986, leitor de Português no King’s College, em Londres.
Ligado também à actividade teatral, Gastão Cruz foi um dos fundadores do Grupo de Teatro
EDUARDO LOURENÇO: A HABITAÇÃO DO TEXTO
A mais antiga lembrança que tenho de ouvir falar de Eduardo Lourenço remonta à década de 1950, talvez 1956 ou 57, quando eu era aluno de um dos últimos anos do curso liceal, em Faro. Um grande amigo e colega,extremamente bem informado acerca das mais diversas áreas culturais, da literatura à música, da pintura à filosofia – esta última o seu interesse principal – mencionou, a certa altura, um livro que reputava de grande importância, Heterodoxia de Eduardo Lourenço.
Igualmente marcante foi a saída, em 1968, na Ulisseia, do livro Sentido e Forma da Poesia Neo-realista.
contorno da “margem da alegria”.
Penso que este conceito de crítica se afasta completamente do que é usual encontrarmos nos ríticos de poesia, o que não quer dizer que não existam caminhos diversos para a abordagem do poema.
Porém, este é absolutamente sedutor. E perigoso, na exacta medida do seu fascínio. É necessário, na verdade, alguém ter o génio literário de Eduardo Lourenço para se aventurar na via da riação de uma linguagem que, através da “osmose”, como ele nos diz, irá habitar o texto pré-existente,
triunfando nessa forma de acesso ao seu cerne significativo profundo. É certamente neste sentido que se tem dito que o estilo ensaístico de Eduardo Lourenço, quando fala de poesia, é o de um poeta. E é também compreensível que ele recuse essa classificação. Num sentido técnico, igamos, o autor de Tempo e Poesia não é, de facto, um poeta. Todavia, a sua crítica é, muitas vezes, um texto poético.
E não serão “poemas em prosa”, essa designação um tanto absurda, como ele lhe chama, usada desde Baudelaire, ensaios como “Ísis ou a inteligência”, “Orfeu e Abraão ou a poesia, a lucidez e a fé”, ou mesmo, de algum modo, “O poeta na cidade (hoje)”, agora publicados, ou, já em 1951, esse texto fundador da sua visão que é “Esfinge ou a poesia”, saído no primeiro número de Árvore?
Essa visão da poesia harmonizava-se perfeitamente com a exaltada consciência de modernidade que ecoava nas páginas da revista, e particularmente nos poemas, nos ensaios e nas recensões críticas assinados por António Ramos Rosa.
A concepção de uma poesia absolutamente livre, na sua intensidade criadora, conduzia à defesa de uma linguagem que se queria autónoma em relação à produção lógica do discurso ormalizado.
A esfinge, como alegoria do fenómeno poético, representava o que se tornara essencial discurso da poesia moderna: a ambiguidade. Cito: “Espírito da Terra capaz de romper através da vida obscura da inércia animal para oferecer uma face de deus ao apelo universal da luz, a Esfinge
4 é incarnação perfeita da ambiguidade radical da situação humana. E ao mesmo tempo a realização plástica mais concreta do acto original do homem: a poesia.
Chamaram-lhe misteriosa e enigmática. E ela não é senão ambígua.” E depois: “No espírito do seu criador, a Esfinge é uma resposta. A poesia é expressão de origens. Solicitado pela noite animal e a plenitude solar, um poeta talhou na rocha uma forma visível da sua condição. Compreender a Esfinge, compreender a poesia é olhá-la sem a tentação de lhe perguntar
nada. É aceitar o núcleo de silêncio donde todas as formas se destacam. A obra vale pela densidade de silêncio que nos impõe. Por isso os poetas que imaginam dizer dizer tudo são tão vãos como as estátuas gesticulantes.
Agora é fácil compreender como pôde nascer o mistério da esfinge. O enigma da poesia.”
O paradoxal silêncio da poesia, a que vários poetas se referem, de Eugénio de Andrade a Ruy Belo, não é senão a estranheza que a poesia sempre manifesta perante a realidade e se transforma na própria substância do seu dizer: “É uma coisa estranha este verão.” – assim começa o poema “Ácidos e óxidos” de Ruy Belo.
Diante do mundo, o poeta sente que a poesia é o próprio mundo e nada mais, que a linguagem poética mais não é que uma especial atenção às imagens que dele nos chegam e que essa atenção basta para o recriar. Disse-o Sophia, como já vimos, ao anunciar-nos que a poesia lhe pede “que
viva atenta como uma antena”. Disse-o igualmente Carlos de Oliveira em versos que muitas vezes tenho citado: “levantar a torre do meu canto/é recriar o mundo pedra a pedra”. E disse-o ainda, é claro, Fernando Pessoa, nesse pequeno supremo poema sobre a natureza da poesia: “Ao longe, ao luar,/No rio uma vela,/Serena a passar,/Que é que me revela?//Não sei, mas
meu ser/Tornou-se-me estranho”.
A estranheza causada por uma simples e serena vela que “ao longe, ao luar” passa no rio é, na verdade, a essência mais absoluta da poesia, o “autêntico real absoluto” do aforismo de Novalis que antigamente encontrávamos como lema da colecção Poesia, da Ática, e Eduardo Lourenço, na entrevista a que já me referi, volta a convocar, dizendo que o toma à letra.
Aquele “meu ser tornou-se-me estranho” é a essência da situação do poeta frente ao mundo, ou, como diria António Ramos Rosa, em “diálogo com o universo”. Ou ainda, como lemos em Vitorino Nemésio, “Nomeei as coisas e fiquei contente:/Prendi a frase ao texto do universo.”
Essa estranheza, que deriva de uma maior atenção ao mundo, não é senão a consciência que advém de uma outra (e afinal a mesma) atenção (e note-se como “atenção” volta a ser aqui a palavra-chave): a atenção à vida que Fernando Pessoa afirma ter posto nos seus três principais heterónimos:
“Por isso é sério tudo o que escrevi sob os nomes de Caeiro, Reis, Álvaro de Campos. Em qualquer destes pus um profundo conceito de vida, diverso em todos três, mas em todos gravemente atento à importância misteriosa de existir.”
Para exprimir tal estranheza, de que a modernidade tomou certamente mais aguda consciência, e que já está, evidentemente, em Cesário – por isso ele é um poeta moderno – teria de ser inventada uma nova linguagem, ou melhor, novas linguagens, que marcam impressivamente toda a história (já podemos falar assim) da poesia portuguesa do século XX.
Profundamente sensível a este vasto processo criador, Eduardo Lourenço sempre tem estado em consonância com ele, descobrindo a linguagem crítica que poderia, e pôde, “habitar”, como ele disse, esta poesia.
O seu trabalho tem sido, importa sublinhá-lo mais uma vez, fundamental para o nosso conhecimento, não apenas dos poetas que estudou, mas da poesia em si, e da modernidade poética, em particular.
Nenhuma obra crítica nos é tão essencial à compreensão do que mais importa no poderoso mundo poético que é o nosso – sobretudo o dos modernos, é claro, mas também o de outros que igualmente fascinaram Eduardo Lourenço: Camões, Antero. Porque é sempre de poesia que se
trata.
Termino, com estas palavras retiradas do ensaio “O poeta na cidade (hoje)”: “A poesia, quer dizer a longa trama dos poemas onde a humanidade a si mesma se construiu a única arca de Noé que sobrevive a todos os dilúvios – não é a nossa maneira de nos evadirmos do que somos
mas de nos apercebermos, embora em figura, como dizia São Paulo, de quem verdadeiramente somos. É uma barca de palavras, mas tem o poder de transfigurar o que é opaco e não humano naquela realidade que tem um sol no meio e chamamos vida, a nossa vida, a nossa única vida.”
Gastão
OPINIÃO.
Não sendo especialista, ocorre-me dizer, que a poesia de Gastão Cruz, vem na linha da poesia que privilegia a palavra em vez da mensagem, que, terá, certamente, os seus leitores fiéis e terá também dos outros.
Vê-se na sua poesia que é um autor com cultura acima da média. È um poeta que é mesmo poeta, que pretende, quanto a mim, elevar essa forma de comunicar que é a poesia.
Não tenho sensibilidade nem conhecimentos para apreciar a sua poesia, porque não lhe vejo total encantamento. Mas a lacuna é minha.
Mas prometo ir estudá-lo porque sinto arte nos seus trabalhos. Como este,
LEMBRANÇA DA RIA DE FARO
Dunas atrás da casa
gafanhotos cor de
madeira cardos cor de areia
ao fim da tarde,
barcos na água rósea
onde a cidade, em frente à casa, cai
De madeira caiada a
casa está
sobre a areia, que escurece quando
a maré devagar desce na praia
JBS