segunda-feira, 18 de outubro de 2010

DAR SIGNIFICADO AO TEMPO

DAR SIGNIFICADO AO TEMPO
Por João Brito Sousa.

Aquilino Ribeiro é que dizia, roubem-me tudo menos o tempo.

O tempo é indispensável a quem dele precisa para efectuar um determinado trabalho, que pode ou não traduzir-se numa profissão. Estes textos que faço, não se enquadram na definição de profissão, porque são crónicas avulso que quero publicar mais tarde, mas que por agora são textos/treino.

A vida pessoal precisa de tempo amanhã, depois e depois. Sem tempo útil disponível não há obra realizada ou em fase de realização.

Temos que nos render ao seu significado e atribuir-lhe o significado que ele realmente possui: o de indispensável à vida e ao trabalho.

O tempo é hoje amanhã e depois. Ontem já não é mais. Já foi.

Um dos prazeres humanos menos observados é o de preparar acontecimentos à distância, de organizar um grupo de acontecimentos que tenham uma construção, uma lógica, um começo e um fim, diz Cesare Pavese, in 'O Ofício de Viver'.

Viver é ocupar o tempo da melhor maneira possível e com utilidade. Ocupar o tempo no vazio é uma atitude difícil mas há quem o faça e o saiba fazer.

Aqueles que gastam mal o seu tempo são os que não lhe atribuíram verdadeiro significado. Só os operários sabem e conhecem o verdadeiro significado do tempo e fazem-se pagar por ele.

Perder tempo na aprendizagem de coisas que não interessam priva-nos de aprender coisas interessantes, eis o verdadeiro significado do tempo.


O tempo na óptica da disponibilidade é indiscutivelmente precioso e deve ser bem gerido porque este minuto que está a passar agora não voltará mais. As pessoas, hoje em dia, gastam ¾ do dia a ocupar-se do trabalho remunerado e por norma descansam pouco.

È preciso ter em atenção que a saúde está primeiro. E que a vida é curta, pelo que deveremos aplicar o tempo com sucesso, sucesso este que, por sua vez vem dignificar a utilização do tempo consumido.

Penso eu.

jbritosousa@sapo.pt

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

MAIS UMA

OPINIÃO


MAIS UM, DIREI EU.

O JN de 19.08.2010 publicou uma crónica do escritor e professor Dr. Hélder Pacheco, GRANDE PORTO, Passeio Público, E MAIS UMA, O Porto e o seu clube assumiram a maneira como o Terreiro do Paço deve ser tratado.

A crónica trata da vitória do Porto contra o Benfica na última super Taça, que o FCPorto ganhou bem, o que nem sempre acontece, porque o FCPorto, raramente ganha limpo. Vejamos o penalty na Figueira da Foz e o penalty de ontem, na Bélgica, competição internacional, mais que duvidoso, num jogo em que o FCPorto, ganhou por três a zero.

O que me espanta mais é o Dr. Hélder Pacheco, vir falar de futebol para atacar o Terreiro do Paço.

Esquisito, no mínimo.

JBS

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

FUTEBOL NA TV

OPINIÃO

Os comentadores de futebol na TV são pessoas de elevada craveira intelectual mas que não contribuem em nada para melhorar a formação do homem.

Porque é difícil.
Registo com agrado a ausência no programa do Dr. Rui Moreira, por pensar que aquele não é o seu território. O futebol é uma área ingrata, onde se escorrega facilmente. Entendo que Rui Moreira poderá brilhar noutras áreas e defender a sua cidade do Porto mas não ali. Acho que deve estar acima.
Entrou o Dr. Miguel Guedes que entrou muito bem. Parabens.
O Sporting tem um médico, um advogado e um ex sindicalista a defender a sua actuação na competição. Todavia, não posso deixar de me indignar pelas atitudes do cavalheiro médico porque não devia estar ali tal é a sua incapacidade,na minha opinião, para falar de futebol porque não sabe a força qe o futebol tem hoje, devendo ele médico ter um comportamento de refeeência que me parce não ter.
Quanto aos homens do meu clube, quer o Dr Seabra e Dr. Rui Silva e A.P.Vasconcelos, têm tido uma análise muito ao de leve e precária sobre o que se passa no Benfica.
Vamos ver.

JBS

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A 1ª OJORNADA DE FUTEBOL

OPINIÃO
1 - FCPORTO, BRAGA, BENFICA E SPORTING
1.1 - Num jogo fora, onde até não esteve mal de todo, o FCP teve ocasiões suficientes para ganhar o jogo, limpinho. Como tal não se materializou, lá veio o penalty inexistente mas salvador. O jogador da Naval não mexeu a mão e foi a bola que foi para lá. A verdade desportiva acabou ali. O campeonato está ferido de honradez.
1.2 - SCBRAGA, espanta-me o Litos ir a Braga jogar taco a taco. O Braga ganhou bem.
1.3 - A Académica marcou dois golos e o Benfica um. O Benfica perdeu. Mas os golos da Académica só foram possíveis porque os adversários sabem que Roberto está intranquilo e então mandam a bola de qualquer maneira para a baliza que quase sempre dá certo. O golo de Lionel foi um pontapé à toa que deu certo.
O árbitro perdoou dois penaltys à Académica. Como mandam as regras. Há trinta anos que é assim.
1.4 - SPORTING, perdeu mal.
Com esete panorama das arbitragens, FCPorto é campeão.
JBS

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

LITERATURA

UM POUCO DE TERNURA
Baptista-Bastos

Nos olhos dela habitava a bondade. Um doce sorriso embalava-lhe os lábios, e a face transparecia a tranquilidade interior de quem não fora punida pelo despeito nem agredida pelo ressentimento.
Era ainda nova: vivia na linha de sombra que tenuemente divide a idade das pessoas, entre maduras e velhas. De onde viera? Que idade tinha? Ninguém sabia. Por vezes, pintava os lábios murchos. Por vezes, exibia largos decotes e mangas cavadas, eis o traço lascivo dos seios, eis os braços roliços, opulentos e sensuais. Era alta, quase imponente; porém, quando subia a rua íngreme, parecia alada, os pés quase não tocavam no chão.Aparecera no bairro e logo se organizara uma aura de mistério em sua volta. Apesar da estatura, mantinha-se discreta e reservada, pouco falava com os vizinhos. Havia dias em que cantava; cantava alto velhas canções de amor.
Nas tardes de sábado, os homens reuniam-se no clube, jogavam ao loto e à sueca e, ocasionalmente, embebedavam-se.Ela residia num pequeno apartamento, mesmo por cima do clube. Gostava de se colocar à varanda, e os homens fitavam-na, gulosos, ávidos e sôfregos. Fingia não os ver. As mulheres remoíam raivas e amuos. Ela observava o horizonte, lá, onde o Tejo forma uma laçada, e permanecia assim: abstracta, atenta e exposta. Mas gostava que a apreciassem, e divertia-se com o ciúme das outras. Às vezes dançava ao som de uma pequena telefonia. Dançava como se estivesse a dançar com o mundo, ou, quem sabe?, a pensar em alguém que amara.As geografias sentimentais são mais ou menos favoráveis: o bairro era bom e valia tudo o que de ele se dissesse; o resto era mau, e tudo o que de pior se dissesse nunca seria excessivo.
Começaram as intrigas, as suposições pérfidas, as calúnias evasivas. Não lhe perdoavam a beleza, a dignidade da postura, a pequena viração de altivez que dela se desprendia.Suspeitaram de tudo: que era prostituta, que vivia às custas de um proprietário de imóveis, que fazia números de nu em cabarés rascas. Chegou-lhe aos ouvidos a natureza insidiosa desses boatos. Não lhes atribuiu a menor importância, o que ainda mais arreliou as outras. Saía de casa logo pela manhã, regressava tarde, ocasionalmente ausentava-se pela noite. Acumulavam-se as suspeições. Até que, certo dia, deixou de aparecer. O falatório aumentou. Coisas medonhas foram ditas, como se de verdades se tratassem. Correu o tempo; uma semana passou, outra, e outra ainda. Para onde fora? Que seria feito dela? E se ele não regressasse, não pudesse regressar ou não quisesse regressar?Depois, houve quem a visse. Era numa tarde em que a chuva, lamentosa, caía forte. Desapareceu no cotovelo da rua, quem a viu acelerou o passo para descortinar aonde ela ia. Entrou num prédio alto e antigo, de azulejos, e ao perseguidor assaltou a ideia de que a vizinha misteriosa talvez fosse mulher-a-dias. Este indivíduo tivera, em tempos, a veleidade de se relacionar com ela; porém, fora rejeitado com uma frase breve e ríspida. Era o ressentimento que o incitara àquela infausta perseguição.Horas e horas decorreram. A chuva deixara de cair, o homem encostara-se a uma árvore, sem abandonar a vigilância ao prédio. Até que, finalmente, ela reapareceu. Olhou em derredor e, rapidamente, aproximou-se da árvore onde o outro se ocultava. Atrapalhou-se, o homem. E ela disse:— Quer saber o que eu faço, não é? — Bom…bom — Não sabia o que responder.— Olhe: vendo ternura.E desandou. Agora, uma brisa mansa, um vento acariciador, um pio de ave, e o silêncio. Era assim: todos os dias, ou quase, ela visitava casas de gente idosa, e recebia escassos euros para lhes ler jornais, revistas ou livros de histórias cordatas com finais felizes. Simplesmente um pouco de ternura.Voltou à rua para se despedir da rua e ignorar as pessoas. As pessoas juntaram-se, viram-na subir o calçadão, puxar pelas pernas para escalar a escadaria enorme. Durante algum tempo pensaram nela. Nunca ninguém soube o seu nome, nem se foi feliz na vida.Anos depois, um modesto cronista contou-a numa crónica humilde.
Colocado por
JBS

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

AQUELE ABRAÇO

OPINIÃO


ABRAÇO DE PINTO DA COSTA A JORGE DE JESUS.

Foi o abraço do senhor Pinto da Costa ao treinador do Benfica Jorge de Jesus que ganhou o jogo. Quase diria que Jorge de Jesus traíu o Presidente Vieira e toda massa de sócios benfiquistas, ao perder tempo para ir abraçar o Presidente do dversário.

Não faz sentido nenhum e deu ao adversário os trunfos todos.

Com Roberto a jogar à espanhola e colocando as bolas nos pés dos adversários, com Luisão a pedir aumento salarial e a não jogar nada, com David Luiz a usar de sobranceria e pouco jogo, JJ ainda anda à procura de jogadores para colocar numa equipa que ele humilhou e não a vai recuperar tão cedo.
O FCPorto foi um justo vencedor diz JJ que não se cansa de o dizer. Efectivamente foi porque JJ preparou mal o jogo. O Benfica não esteve me campo e deixou os benfiquistas envergonhados. Saviola frente a Helton mostrou o estado de espírito da equipa.
Rubem Amorim jogou mal porquê? Nico Gaitan já não vale nada, porquê?
Meu caro Presidente LFV, o senhor tem de pôr termo nisto, se JJ é do FCPorto que vã para lá já, eu como sóco benfiquista não me interessa ganhar apenas, exijo respeito pela instituição BENFICA.
Que me parece estar a perder-se.
Saudações benfiquistas.
JBS

sábado, 7 de agosto de 2010

GOSTO DE FUTEBOL

SUPERTAÇA CÂNDIDO DE OLIVEIRA.

PARABENS AO VENCEDOR, PRINCIPALMENTE AO ANDRÉ VILLAS BOAS.

ROBERTO, VARELA E ANDRÉ VILAS BOAS

JORGE DE JESUS


Não esperava perder este jogo mas o FCPorto acabou por ganhar bem. Vê-se que há equipa e que pode fazer mais. A sua principal característica foi a humildade e AVB conseguiu transmitir a ideia de que é preciso, dentro e fora do campo, trabalhar muito. E os jogadores ouviram-no.
O Benfica achou que não, que o jogo já estava ganho,mas perdeu-o. È incrível o primeiro golo do Porto. A colocação da defesa foi deficentíssima e a bola é do Roberto porque o lance é na pequena área.
O Benfica não vestiu o fato de macaco e teve uma atitude de sobranceria. O que é condenável.
Talvez pensasse, ganha-se amanhã.
O jogo em si foi pobre mas veio a subir de produção.
AVB ganhou a aposta e ganhou a admiração dos jogadores. Vai ser um advertsário difícil. Creio que vai fazer um bom capeonato.
JJ, o treinador do Benfica não Justificar completamenteencarou o jogo com profissionalismo e os principais jogadores do Benfica, Aimar, Saviola, Luisão, D. Luís, Yara, Gaitan, C. Martins não tiveram a dignidade suficiente para jogar no Benfica, porque foram frágeis mentalmente. Jorge de Jesus passou de bestial a treinador vulgar.
ROBERTO, não tem lugar na equipa e joga a bola para os pés dos adversários colocando a defesa em sobressalto. Não cria confiança e o Benfica vai perder por aqui.
VARELA, parabéns simplesmente.
JBS

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O PALÁCIO DA BOLSA

O Palácio da Bolsa,
onde está instalada a sede e propriedade da Associação Comercial do Porto - Câmara de Comércio e Indústria do Porto, é um dos principais ex-libris e pólos de atracção turística da Cidade e da Região, recebendo anualmente mais de 200.000 visitantes. Palco da maioria das recepções oficiais do Estado no Norte de Portugal, pelo Palácio da Bolsa têm passado governantes, altos dignatários e os principais estadistas mundiais do Séc. XX.
Monumento Nacional, localizado na área classificada pela Unesco como Património da Humanidade, o Palácio da Bolsa é um espaço vivo e activo, aberto à comunidade, onde se dá continuidade aos objectivos e às razões que presidiram à sua edificação: ser um ponto de encontro, uma sala de visitas onde se trocam impressões, onde se promovem negócios, onde se celebram eventos, onde se forma opinião, onde se influenciam decisões ou onde simplesmente se convive.
Como Centro Cultural e de Conferências, este monumento foi fundador da "Historic Conference Centres of Europe", Rede Europeia de Centros de Conferências instalados em monumentos ou locais históricos.
Texto retirado da net, por
JBS

domingo, 1 de agosto de 2010

O PRESIDENTE DA LIGA PROFISSIONAL DE FUTEBOL

OPINIÃO

A PRESENÇA NA TV DO Dr. FERNANDO GOMES.

Não me deu garantias de isenção, porquanto veio justificar uma questão desnecessária, que a mim me deixa algo perturbado. Por outro lado não me pareceu à vontade. Disseram-me que é um grande técnico, talvez no domínio dos contratos de futuros e opçóes. E eu acredito.
O futebol é uma área que movimenta muitos milhões e dirigi-lo é preciso muita tarimba. Se, como é o caso, um homem que dirige o futebol vem de muitos anos de ligação a um clube é mau.
O que o Dr. Ricardo Costa fez, face a jogadores que tiveram um comportamento nada compatível com a sua condição de figuras de referência, foi não permitir que actuassem 4 jogos.
O que eu concordo, porque os jogadores têm que ser responsabilizados e nunca foram. Foram sim poupados.

È o que eu penso.

Cumprimentos.
João Brito Sousa

sábado, 31 de julho de 2010

O PALÁCIO DA BOLSA



A CONSTRUÇÃO DA OBRA.


As obras de construção iniciaram-se a 6 de Agosto de 1842, sob os terrenos do extinto Convento de S. Francisco sendo cedidos por despacho legal da rainha D. Maria II .

O Palácio da Bolsa é, manifestamente, um trabalho edificado pelos maiores nomes associados à defesa do comércio nacional, pelos maiores nomes da arte portuguesa para além de toda uma mole de artistas, artesãos e operários anónimos que durante 62 anos permitiram e asseguraram a materialização de uma ideia através da engenharia, arquitectura e artes nacionais.

Entre o início da obra em 1842 e a conclusão geral de 1909, passaram as determinações de arquitectos/engenheiros como Joaquim da Costa Lima Júnior, Gustavo Adolfo Gonçalves e Sousa, Tomás Augusto Soller, José Macedo Araújo Júnior, Joel da Silva Pereira e José Marques da Silva, pintores como António Carneiro, António Ramalho, Luigi Maninni, Veloso Salgado e Marques de Oliveira entre outros, escultores como Teixeira Lopes e Soares dos Reis e toda uma massa de artífices liderados por artistas como Jorge Pinto e Amândio Marques Pinto (mestres pintores), Joaquim José Fontes e Zeferino José Pinto (mestres entalhadores e marceneiros), António Luís Meira e Luís Pinto Meira (mestre estucador que também foi fiscal de obras e mestre modelador das ornamentações) e António Gabriel Barros (mestre pedreiro).

A construção do Palácio da Bolsa funcionou como uma entidade que foi responsável pela transmissão, multiplicação e manipulação de saberes. Estamos a falar de uma mole que funcionou como uma Escola que produziu como resultado final todo o repositório de modelos que foram usados na programação formal e decorativa dos diferentes espaços do Palácio da Bolsa.

O Palácio da Bolsa, onde está instalada a sede e propriedade da Associação Comercial do Porto - Câmara de Comércio e Indústria do Porto, é um dos principais ex-libris e pólos de atracção turística da Cidade e da Região, recebendo anualmente mais de 200.000 visitantes. Palco da maioria das recepções oficiais do Estado no Norte de Portugal, pelo Palácio da Bolsa têm passado governantes, altos dignatários e os principais estadistas mundiais do Séc. XX.
Monumento Nacional, localizado na área classificada pela Unesco como Património da Humanidade, o Palácio da Bolsa é um espaço vivo e activo, aberto à comunidade, onde se dá continuidade aos objectivos e às razões que presidiram à sua edificação: ser um ponto de encontro, uma sala de visitas onde se trocam impressões, onde se promovem negócios, onde se celebram eventos, onde se forma opinião, onde se influenciam decisões ou onde simplesmente se convive.Como Centro Cultural e de Conferências, este monumento foi fundador da "Historic Conference Centres of Europe", Rede Europeia de Centros de Conferências instalados em monumentos ou locais históricos


Texto retirado da net, por
JBS

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O APARECIMENTO DO PALÁCIO DA BOLSA


(Juntina da rua dos ingleses)


O local de reunião de gente ligada ao mundo do comércio, onde se podia comercializar e fazer comercio, que tradicionalmente acontecia fisicamente em espaços urbanos e a partir do pregão a viva-voz a designação de “praça” anda em paralelo com a de “bolsa” e têm em comum o fim.

Em termos históricos, e apesar de se ignorar a data, sabe-se que a “bolsa” do Porto foi oficializada por D. Dinis e reestruturada em 1387 por D. João I. A reestruturação feita por D João I deu origem à “Casa da Bolsa do Comércio” que se localizava na actual Rua do Infante que, à época, era designada de Rua Formosa.

Com o desaparecer da Casa da Bolsa do Comércio os mercadores portuenses viram-se obrigados a discutir os seus negócios ao ar livre, na Rua dos Ingleses, passando a “bolsa” a chamar-se de Juntina ou Juntina dos Ingleses: a congregação que nos finais do Séc. XVIII reunia os homens de negócios do Porto para defesa dos seus interesses

A crise económica e institucional em Portugal continental agrava-se com a permanência da corte portuguesa no Brasil, o que fortalece as ideias liberais no país, conduzindo à Revolução do Porto (1820). A mudança para uma ideologia essencialmente burguesa, se já é demonstrada por Pombal, é devidamente incrementada pelo Sinérdio portuense, doutrinado por homens de leis e de negócios, e que funcionou como motor à revolução liberal de 1820. É o Vintismo que promove o retorno do soberano à Europa (1821). Neste período a situação económica de Portugal é agravada com a independência do Brasil em 1822 sob a liderança do futuro Imperador D. Pedro I (D. Pedro IV de Portugal: primogénito de D. João VI).

Todo este quadro de instabilidade centraliza-se na cidade do Porto e depois das lutas externas o combate interno continua a sacrificar o país.

O Paradigma entre o ancient régime e o liberalismo em termos sociais e ideológicos intensifica-se após a morte de D. João VI em 1826. O jovem príncipe D. Miguel personifica a monarquia plenipotenciária e absolutista em oposição a D Pedro, a personificação do regime liberal vigente pela Carta Constitucional de 1822.

É nestas lutas que em 24 de Julho de 1832 se dá o incêndio do convento de S. Francisco que, exceptuando a igreja, ficou reduzido a uma ruína.

É nesta nova sociedade que se alicerça o novo regime “uma burguesia de barões e financeiros”, onde o mercado comercial e monetário se vê a braços com as necessidades da sua regulação perante a lei; e é com esse objectivo que é estrategicamente fundada a 24 de Dezembro de 1834 o sucessor da Juntina: a Associação Comercial 20.


Texto retirado (adaptado) da net, por
João Brito Sousa

quinta-feira, 29 de julho de 2010

TALVEZ ALGUNS PORTUENSES DESCONHEÇAM


A ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PORTO

ORIGEM

A ACP é uma instituição secular, fundada em 1834 e resulta das Juntinas.

A cidade do Porto já possuía nos recuados tempos do reinado de D. Fernando, a Bolsa do Comércio do Porto, que segundo o romancista Arnaldo Gama, "era uma verdadeira corporação de negociantes que se regia por certas leis ou regimentos e que era administrada por um certo número dos seus membros presididos por um deles a que chamavam juiz da Bolsa".

A Bolsa do Comércio do Porto, para além de ser uma associação de classe, que dava ao comerciante seu associado a força e a autoridade resultantes da união de todos, funcionava também "como um verdadeiro seguro de haveres com que os negociantes mutuamente se garantiam pelo sacrifício das migalhas que lhes sobravam das suas valiosas especulações contra a desgraça fortuita, o desastre casual que mais de uma vez se tem visto arruinar num relance as casas comerciais mais sólidas e mais poderosamente estabelecidas".

Séculos depois, vencidas as guerras da Sucessão e da Restauração, ultrapassadas as invasões francesas e após as lutas liberais, é que o Porto voltou a reencontrar-se como centro de um grande empório comercial. Estava-se no dealbar do século XIX. Uma onda de progresso acompanhava a nova era. Entre nós começava a revolução da máquina a vapor. Mas no resto da Europa, especialmente ao norte dos Pirinéus, surgia já a era da electricidade e do petróleo.

Oriunda do Sinédrio - que gerou a revolução de 1820, obra do segundo homem daquele Movimento, José Ferreira Borges nasce na capital nortenha, em 1834, a Associação Comercial do Porto.

A independência do Brasil ficara para trás. Com ela registara-se uma quebra no grosso dos negócios que se efectuavam e os interesses comerciais da burguesia portuense voltavam-se para as colónias africanas. A classe comercial do Porto, que estava agremiada numa colectividade destituída de carácter oficial ou representativo chamada "A Juntina", decidiu, assim, criar essa Associação a qual, mercê do prestígio da praça daquela cidade e dos nomes dos inscritos na lista associativa, mereceu desde logo a sanção régia e a honra de ver os seus estatutos aprovados.
Honrando gloriosas tradições de iniciativa e de trabalho, os comerciantes do Porto dedicaram-se à consolidação, e desenvolvimento da sua Associação ao mesmo tempo que procuravam contribuir para a expansão do comércio e da indústria urbanos fomentando a organização de estabelecimentos bancários, companhias de seguros e de navegação, explorações mineiras e fábricas de tecelagem.
Texto retirado da net, por
Joõa Brito Sousa

ROBERTO

SEXTA FEIRA VAI JOGAR ROBERTO

Meu Caro J0rge de Jesus,

Viva,

Se o senhor colocar ROBERTO a jogar o senhor leva dois três golos e não sei se marca 4. Se não o fizer perde o jogo, que é o mais certo acontecer com o Roberto a jogar.

Artur Jorge, quando treinou o Benfica, era da mesma opinião e contatou p Michel P´roudhome, para mim, o melhoor do mundo.

E você JJ foi buscar o pior. ROBERTO não sabe jogar.

Mau trabalho de Rui Costa a elogiar ROBERTO.

Com Roberto o Benfica perde.

Sem espinhas.

JBS

quarta-feira, 28 de julho de 2010

LIDERANÇA

ÀS CAPACIDADES DO PORTO

PONTO DE VISTA,

Este texto e retirado do blogue http;//norteamos.lbogspot.com

No actual mundo ocidental (estados, bancos, empresas, famílias) sobre-endividado e tecnicamente falido, vigora o salve-se quem puder como na dança das cadeiras. O que conseguir antecipar a falência dos outros vai conseguindo adiar a sua e o último a falir será visto como credível. Por isso os ataques ao Euro dos EUA e UK, por exemplo.
Em Portugal a tentação será grande para a hiperendividada economia lisboeta (42% da dívida privada nacional) adiar ou diluir a sua «desalavancagem» pelo resto de Portugal desviando ainda mais investimento/despesa pública do resto do território. Ou o equivalente pelos monopólios privados da economia não transaccionável sedeados em Lisboa, EDPs, bancas, comunicações, média, etc.
Volto a repetir: A prioridade do Partido do Norte não poderá ser Regionalização mas a protecção assertiva do território contra colapso lisboeta ainda em estado de negação. A protecção assertiva faz-se protestando contra as SCUT na zona de Lisboa e não no Norte e divulgando em Bruxelas, Berlim e na sede do FMI estudos que provam as injustiças e dificuldades criadas por Lisboa à economia a Norte, financeiramente mais saudável e equilibrada.
A altura certa para o Norte lutar pela Regionalização foi em 1998. Hoje a tarefa prioritária é impedir que o Norte seja arrastado e ainda mais prejudicado pela inevitável desalavancagem da economia lisboeta. Espero que o Norte não demore mais 12 anos a chegar a essa conclusão e não perca este jogo da dança das cadeiras.
Publicada por Jose Silva em 11:45 0 comentários
MEU COMENTÁRIO,
Parece-me um texto triste ... e muito mal de humor. "As injustiças e dificuldades criadas por Lisboa à economia a Norte, financeiramente mais saudável e equilibrada..." saõ afirmações rotineiras que ão leam a lado nenhum, com é o caso desse partido do Norte, que talvez até já tenha abortado...
JBS

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dr, RUI MOREIRA



Texto retirado do blog BÚSSOLA escrito por Jorge Fiel.

Quo vadis, Rui Moreira?

Tenho uma excelente opinião do Rui Moreira. Sobre a questão nortenha, tem ideias claras e desassombradas (com as quais eu geralmente estou de acordo), que sabe expor com clareza e paixão.

Rui Moreira tem sido um dos poucos oásis que sobressaem no meio do árido deserto de líderes que o Norte atravessa desde que o Porto matou o pai (Fernando Gomes) – no sentido freudiano da acção.

Como agravante, à solidez e justeza das ideias, Rui acrescenta um já muito razoável índice de popularidade, boa imprensa e uma belíssima imagem televisiva – factor não negligenciável nestes tempos em que passar mal televisão pode ser letal para um líder com ambições.

O único calcanhar de Aquiles (a falta de espessura do seu curriculum, já que não tem tido actividade empresarial relevante desde que vendeu o negócio da família) é muito atenuado pelo seu bom desempenho na presidência da Associação Comercial do Porto.

A única coisa que me inquieta no momento é desconhecer o que ele se prepara para fazer com o capital político que reuniu – e que já desperta cobiças, como se vê pelo namoro descarado que Rui Rio lhe anda a fazer e pelo convite que Paulo Portas lhe dirigiu para encabeçar a lista do CDS ao Parlamento Europeu.

É natural que Rui Moreira prefira manter o máximo de hipóteses em aberto, entre as quais se contam as mais desejadas presidências do Porto (a do clube e a da cidade).

Mas, mais tarde ou mais cedo (se calhar mais cedo…), ele terá de decidir se o que mais lhe interessa é a liderança desportiva ou política da região – ou se prefere ir viver calmamente para as margens de um lago suíço (já que não me acredito que Bruxelas faça parte do seu mapa de opções).

Jorge Fiel

Um comentário retirado do Bússola,

De Luis Salgado a 2 de Abril de 2009 às 14:08

Rui Moreira é de facto um pessoa com carisma,é educado q.b,tem popularidade,mas(há sempre um mas)é demasiado "polido" para ser Presidente do F.C.Porto.Para este cargo,quem for "mole"é rápidamente "comido de cebolada"pelo poder centrado na Estremadura.O "meu" F.C.Porto,é um clube de garra,Não tem 6 milhões de adeptos,e a comunicação social do seu lado.Para ganhar tem de trabalhar muito,ser mil vezes superior aos seus rivais da segunda circular.Veja-se o exemplo do Barcelona,cuja sigla é:"Más que um club"Para ser presidente do F.C.Porto,é preciso um homem que não tema o poder,alguém que fale sem papas na lingua,que diga o que tem a dizer,que afronte o poder.Neste momento meus caros,não estou a ver ninguém com esses predicados,e além disso,infelizmente o Sr.Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa não é eterno.

MEU COMENTÁRIO

Respeitosamente,

Bom texto de Jorge FIEL.

Quanto ao comentário, entendo-o e tb acho que o Dr. RM é demasiado educado para líder de um clube de futebol, inclusivamente, acho que RM deveria desligar-se dos programas de futebol onde está inserido.

Porque perde prestígio.

É o que eu penso.

Deixo ao Dr. RM um abraço.
JBS

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O JORNALISTA HEMINGWAY


O JORNALISTA E O JORNALISMO


A influência de Hemingway.

Apesar de sua irregularidade na profissão de jornalista, é inegável a sua influência e contributo, na profissão.

Traços seus podem ser notados ainda no new journalism praticado por autores como Gay Talese e Truman Capote, que utiliza técnicas literárias para dar cores e cheiro às matérias.

A fórmula do machão egocêntrico que se mete em perigos atrás de informação para suas histórias rendeu ainda outro célebre seguidor: Norman Mailer, tanto nos livros de ficção (Os nus e os mortos) quanto nos de cunho jornalístico (Os exércitos da noite). Nunca, entretanto, com o mesmo brilho do velho “Papa”.

Ernest Hemingway foi um escritor com início no jornalismo. Aliás até ao final do século XIX, era perfeitamente normal encontrar escritores ocupando as redações dos jornais. Era o caso, no Brasil, de Machado de Assis e Olavo Bilac. Na qualidade de homens de letras, eles tinham competência para assinar textos de cunho opinativo, como crônicas e críticas, e também fazer coberturas como as de Machado na Câmara, porém, mesmo essas tinham mais de opinião que de reportagem.

A figura do repórter como conhecemos hoje – alguém que corre atrás da notícia e da apuração, que suja o pé na lama em busca de boas histórias – era praticamente inexistente.

Ainda assim, é provável que nunca chegássemos a essa visão contemporânea do repórter em ação se não fosse Ernest Hemingway. O escritor, nascido em 1899 em Oak Park, no Centro-Oeste dos Estados Unidos, revolucionou a imagem do jornalista, mesmo tendo atuado, de modo efetivo, durante pouco tempo na profissão. Foi o suficiente para que eternizasse a persona do homem que se aventura até no front de guerras sangrentas para conseguir informação.

Além disso, ajudou a promover outra revolução: a da linguagem, através de seu texto simples e direto, despido de atavios, um estilo até hoje repetido e pregado por manuais de redação mundo fora.

Foi no jornalismo que Hemingway lapidou sua prosa. E bem cedo, aos 18 anos, quando se tornou repórter do jornal The Kansas City Star. Antes disso, escrevera artigos para um jornal da escola, viu que era aquilo que queria da vida e, em vez de entrar em uma universidade, escolheu o jornalismo.

Foram apenas seis meses trabalhando no Star. Tempo suficiente para transformar seu modo de escrever. Lá ele cobria os causos mais banais e corriqueiros da cidade – incêndios, brigas, assassinatos e funerais.

Como todos os funcionários do jornal, recebera um conjunto de regras que respeitaria (ou tentaria respeitar) ao longo de sua carreira: “Escreva frases curtas. Use primeiros parágrafos curtos. Use um inglês vigoroso. Seja positivo, não negativo”.

Mais tarde, em uma carta, Hemingway escreveu que seu trabalho no jornal se resumia a descobrir “quem atirou em quem. Onde? Quando? Como? Mas nunca por quê”.
E não se pode deixar de lado o Hemingway jornalista quando se pensa no ficcionista. Ele próprio fazia ligações. Disse certa vez: “Jornalismo ou não, todos os livros deviam ser a respeito de pessoas que conhecemos, amamos ou odiamos, não sobre pessoas que imaginamos. Mas alto lá! Não é suficiente ter um grande coração, uma sólida cabeça, encanto pessoal e facilidade com a máquina de escrever para saber como funciona o mundo. Eis a diferença entre ficção e jornalismo”.

Em outro momento, na histórica entrevista à revista The Paris Review, em 1954, perguntado sobre se recomendaria o trabalho jornalístico aos escritores jovens, ele voltou à questão das “sentenças informativas simples”: “Isso é útil para qualquer um. O trabalho jornalístico não prejudica o jovem escritor e pode vir a ajudá-lo se ele cair fora a tempo. O jornalismo, depois de um certo ponto, pode vir a se tornar uma autodestruição diária para um escritor sério e criativo”.


JBS

segunda-feira, 19 de julho de 2010

DIVERSOS

1 - O FUTEBOL ESTÁ DE VOLTA

BENFICA

O caso Roberto é estranho. Apesar de a defesa não estar bem o guarda redes também não está.
No resto a equipa está bem.

SPORTING

Bom jogo e aquele primeiro golo ....

FCPORTO

Jogo assim assim ....

JBS

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O INÍCIO



I

Conheci o Luís Costa Santana aos dezassete anos, quando já estava a terminar o último ano do Liceu e já pensava no ingresso na Faculdade de Engenharia. Era um excelente aluno e vinha de boas famílias, gente bem e o avô, que tinha sido Juiz Desembargador em Beja, vinha da linhagem de Afonso Costa, o Ministro da Justiça a l ª República, que era contra os padres.
A casa onde Luís vivia com os pais e os avós era tipo pentagonal e o Juiz revia-se nela pelo seu ar apalaçado e aristocrático e pela enorme biblioteca que possuía com perto de seis mil volumes, que iam desde o Direito à Filosofia, passando pela Ética, Sociologia, Matemática e outros assuntos.
O Juiz adorava o neto como todos os avós, aliás, e explicava-lhe a Filosofia, a Matemática e a Física a pedido do sucessor, que pretendia dispensar dos exames de ingresso na Faculdade. As lições eram particularmente animadas, porque o Luís era um rapaz muito interessado e muito vivo e colocava questões pertinentes. Todavia, a partir de determinada altura, o rapaz não mais aparecera no local do costume, o que deixou o avô um pouco perturbado.
À hora do jantar de determinado dia, o avô perguntou-lhe a razão da ausência.
- O que foi que te aconteceu, Luís, diz lá. Nunca mais apareceste e deixaste-me preocupado rapaz?
E, meio envergonhado, Luís olhou para o avô estabelecendo mentalmente este raciocínio rápido, mas qual era a ideia., porque razão lhe perguntaria isso agora o avô, sem mais nem menos, deixavas-me que eu te dissesse, mas ainda disse:
- Porquê isso agora avô?
- Nunca mais estiveste comigo na biblioteca, por isso te pergunto o que se passa?
E o rapaz, um pouco abananado, demorou algum tempo, mas lá acabou por dizer:
- Sabes avô, fiz sexo com a minha namorada Ivete e ela ficou muito envergonhada. Foi-se embora de casa e não disse a ninguém para onde ia. Não pôde aceitar aquela situação. E já passaram cinco dias e ninguém sabe dela. E eu estou preocupado com isso.
- Sabes bem o porquê desse comportamento, perguntou-lhe o avô? Ou não sabes, Luís?
- Não estou bem documentado, não, avô, disse o Luís.
- Abordaremos isso na aula de História de amanhã que faço questão que conheças a honradez da tua cidade. Ora espera aí. E retirando da estante do corredor um pequeno livro de História, onde procurou a página, disse ao neto que a lesse.
- Depois, avô, disse Luís.
- Agora Luís, disse o avô.
E Luís, contrariado, leu: “De todas as terras do País, cabe ao Porto, o velho burgo portucalense, sem favor e sem estulto bairrismo, o lugar primacial da honra, já pelo que se tem devotado ao engrandecimento pátrio e à conquista da liberdade, aos quais nunca forrou ingentes e duros sacrifícios, já por haver sido a matriz venerando da Nacionalidade”.
- Percebeste agora porque é que ela não voltará, perguntou o Juiz. Mas não te preocupes, é a vida rapaz... Sabes, é uma mulher do Norte, do Porto, especialmente e não é impunemente que se nasce aqui. Há um destino que nos trás até cá. Entendeste?
O Porto, é, efectivamente a melhor terra do mundo para se comer e é onde eu vivo, porque casei com Helena, uma mulher apaixonada pela cidade, pela Filosofia, pela Historia e outros assuntos como eu. Bom e barato é aqui. Refeições a cinco / seis euros e corte de cabelo a oito. Muita restauração e muita gente jovem aqui empregada.
Casei aqui aos sessenta e três anos, fomos ao Registo e assinámos a proposta. A notária, nos momentos preambulares, parecendo que gostou de nós, esmerou-se em dar-nos conselhos. A celebração civil durou aí uma hora, conselhos e mais conselhos. Quando chegou a altura da pergunta sacramental eu respondi que sim e o mesmo aconteceu com a Helena. Oferecemos reciprocamente as alianças que ambos tínhamos ido comprar e as duas testemunhas assinaram também a documentação a selar esta nossa decisão.
Já na rua, e nós, os já casados, a receber mais uns piropos das testemunhas, como é habitual nestas ocasiões. Ambos sorrimos. Que estávamos muito bem vestidos, muito bonitos mesmo, e que o que era preciso era saúde e sorte, disseram.
- Vamos almoçar todos, perguntou a madrinha mais velha..
- Sim senhor, vamos lá, disse Helena.
A refeição correu bem. Todavia, as conversas surgiam em direcção ao momento que eu e a Helena estávamos vivendo, porque, quer eu quer ela tínhamos filhos das nossas relações anteriores, e o momento não podia ser encarado irresponsavelmente. Eu, quando falava comigo próprio sobre esta matéria, estava absolutamente convencido e esclarecido sobre todas as implicações possíveis que este acontecimento iria provocar na minha vida. A coisa saía da esfera da brincadeira para se situar dentro do aspecto sério da questão. Os nossos filhos não estavam presentes, foi uma cerimónia restrita, mas estavam ao corrente de tudo.
JBS

ESTOU A REVER

O meu livro AQUI HÁ PASSADO. que versa um pouco de História Universal e um pouco da cidade do Porto.

A cidade do Porto que me vou habituandoa apreciar e a considerar.

O Armando Mascarenhas onde para ele?

JBS

sábado, 19 de junho de 2010

MORREU SARAMAGO

A MORTE É FECHAR OS OLHOS.

Saramago espera por mim.
Fico-me com esta tua frase:

"... e o sol, com tanta vontade de nascer e tão pouca de se esconder; afinal, como os homens.
em LEVANTADOS DO CHÃO".

Estou doente.

Ab.

JBS

quinta-feira, 10 de junho de 2010

SE EU TIVESSE ESTADO

NO PROGRAMA DA TV, PRÓS E CONTRAS,

TERIA DITO,

QUANDO DERAM CARTA BRANCA AO NORTE

PERGUNTANDO

PELO NORTE.


Penso que há uma certa dose de desconfiança entre as duas regiões, ou falta de civilidade, ou falta de humildade, ou cada uma pensa que tem mais condções para liderar, o que pode não ser verdade, porquanto,

- a região Norte tem a melhor Universidade do País, sediada no Porto, o que só por isso lhe dá autoridade suficiente para merecer uma maior atenção e credibilidade por parte d eLisboao que não acontece.

- Nela estudam centenas de jovens investigadores, com trabalhos de grande envergadura realizados que estão à altura os maiores.

- No Porto temos Pais Clemente.

-SCUTS, porquê'

domingo, 23 de maio de 2010

PARABENS

Ao Zé Mourinho.

Fez um trabalho limpo e seguro.
Nada de palavras mais,
Apenas um abraço.

JBS

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A CRISE E OUTROS

A CRISE
Deixaram que se instalasse por aqui e agora não sabem que fazer. Pode tornar-se numa situação dramática se é que já não é.
As empresas precisam do apoio financeiro dos bancos mas estes não cedem porque não têem liquidez e vergonhosamente andaram a anunciar lucros de milhões derivado de operações bancárias mas cujo dinheiro não lhes pertencia.
Enganaram-nos e bem, que é o que têm feito desde longa data.
A vida portuguesa é um a mentira, a tal ponto, que um amigo de há cincuenta anos hoje é um gatuno. Perderam-se os valores e reefrências.

Não acredito em nada do que chegam aos meus ouvidos.

E tenho pena.

JBS

terça-feira, 18 de maio de 2010

VENCER FORA DOS TÚNEIS

OPINIÃO


Ao Presidente Pinto da Costa,

Bom dia.

Vencer fora dos túneis é o que toda a gente quer. Mas no futebol não se tem visto muito isso, ao ponto de não considerar muitas, as vitórias claras. E o Presidente sabe disso, melhor que ninguém.

Porque tem andado lá dentro.

O futebol hoje tem uma força enorme e deveria ser acarinhado e não ser vítima de insinuações
menos corrrectas.Assim, as vitórias não têm significado.

Peço-lhe senhor Presidente para que use a sua experiência em favor do futebol.

Conto consigo.

Cumprimenta-o o

João Brito Sousa

terça-feira, 4 de maio de 2010

FUTEBOL NA TV

OPINIÃO


SEM HONRA


A começar pelo moderador. Muito inexperiente.

Dos participantes o que dizer?

O representante do Sporting diz agora que é do Sporting de Braga e que adora saber que o Benfica perde. Mas que falta de respeito por si próprio, pelos espectadores do programa e de certo modo pela competição desportiva.

Sabe-se que este senhor é evoluído intelectualmente. Pergunta-se porque não colocar a inteligencia ao serviço do futebol? O que diz parece provocação a alguém. Porquê continuar a colocar estes cenários?

O País precisa de referencias e no futebol e não tem...

JBS

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O JOGO DE DOMINGO NO DRAGÃO

OPINIÃO

O campeonato dos túneis, como alguém já lhe chamou é o campeonato que o FCPorto perdeu e não vai manchar nada quem o ganhe.

Os campeonatos nunca foram limpos, não sei porque é que este haveria de ser.

O SPBraga ganhou ao Mariíimo com a bola fora e no jogo com o Guimarães não percebi nada, apesar do Domingos apelidar de campeões aos seus jogadores.

O senho Bruno Ribeiro veio defender Falcão mas esqueceu-se do amarelo injusto mostrado ao Maxi Pereira na Figueira da Foz.

Senhor Bruno... paciencia...

Domingo, vamos ver

JBS

quinta-feira, 4 de março de 2010

ESTUDAR E JOGAR À BOLA

H
Henrique GAGO


PONTO DE VISTA

JOGAR À BOLA E ESTUDAR

È difícil. conciliar. Todavia, a Associação Académica de Coimbra, conseguiu ter na sua equipa de futebol, anos 50, hoje não sei, atletas que foram excelentes praticantes da modalidade, que frequentaram a Universidade com muito bom aproveitamento e obtiveram mais tarde licenciaturas.


Venho pegar neste assunto, porque o homem de hoje, seja em que profissão for, tem que se constituir como uma mais valia para a sociedade em que vivemos e trazer-lhe a honradez que ela não tem e não sei se alguma vez teve. O comportamento humano, nos dias que correm, assenta mais na base dos valores negativos, como a inveja, a injustiça e outros em detrimento da amizade, dignidade e solidariedade, que deveriam ser a base do relacionamento humano.


Não quero deixar de lembrar aqui o comportamento de Sócrates, o filósofo grego, que, podendo fugir do cárcere não o fez e preferiu tomar a cicuta, simplesmente, para se livrar dos ignorantes, como ele disse, que é onde está o mal da sociedade actual, na IGNORANCIA. E as pessoas ainda não se deram conta disso.


Jogar bem à bola e estudar, ser bom aluno e bom jogador de futebol, é o privilégio de alguns, não muitos, mas há alguns praticantes que conseguem esse patamar, enquanto outros não.


Trago para dentro deste artigo os nomes de dois jovens, miúdos ainda, mas que parecem ter uma noção real da vida mais efectiva, parece que perceberam o que é isso da vida mais cedo do que ouros. E ainda têm tempo para brincar com os primos.


Henrique Gago Belo, que vive em Albufeira, é um aluno de nota máxima e apaixonou-se pela prática desportiva, futebol, nomeadamente, frequentando a Academia de Futebol do Alto da Colina em Albufeira e, disse-me o treinador, é um atleta com grande potencial e grande margem de progressão. Joga a central.


Outro miúdo de grande talento, é o Manuel João Poeira Fernandes, de Olhão, neto do jogador do Sp. Olhanense dos anos 50, Manuel Poeira, que, tal como o avô, é distribuidor e pensador de jogo, frequenta as escolas do Sp. Olhanense e é também um aluno de nota máxima.


Em princípio haverá outros talentos.


O que quero destacar aqui é o trabalho de apoio do agregado familiar, dos treinadores, das estruturas disponíveis, sem o qual estes jovens não poderão ir longe. È importante ensinar-lhes a eles, que já demonstraram ter aptidões para aprender, que a vida tem regras e que é preciso cumpri-las. E porque queremos uma sociedade melhor, aqui lhes deixo um pedido: - que sejam dignos e justos para convosco e com os outros. E estudem, porque a ignorância é o maior inimigo do homem.


Deixo aos jovens deste País um abraço, porque tenho esperança num futuro melhor e sei que são capazes.


JOÃO BRITO SOUSA
jbritosousa@sapo.pt
nota- este artigo foi publicado no jornal O OLHANENSE

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

UM ESCRITOR E UMA FRASE

William Faukner
ENTRE A DOR E O NADA, ESCOLHO A DOR.

A frase é de William Faukner, o autor norte americano, considerado como um dos 50 melhores autores mais influentes no século XX.

A frase acima foi a personagem do seu Palmeiras Selvagens, que a disse e é uma das suas frases mais glosadas.

É interessante observar o enorme conteúdo de uma frase simples, ou aparentemente simples. É poderosa.

A vida é dor e entre haver vida e nada a personagem preferiu a dor, quer dizer, a vida.

A vida é esperança e é assim que a devemos encarar. Nada é eterno, nem a dor nem a alegria. Mas o nada pode ser eterno.
Faukner é um mestre da escrita, difícil de entender, mas um grande mestre.

JBS

MUITO ME HONRAS


AQUI HÁ MÉRITO.

Na foto acima pode ver-se um avião e ao lado o pai do proprietário. O País onde isto se passa tem por nome USA e a pessoa que está na foto é um costeleta.

Sabem quem é ?

Aqui deixo um abraço ao proprietário, o meu amigo Engº João Paulo Sousa.

JBS

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A LITERATURA


VASCO PULIDO VALENTE


A Literatua é uma actividade que tem que ver com a escrita de ficção e estuda a obra dos autores e considero uma tarefa interessante.

Vejamos um pouco de Vasco Pulido Valente.

Vasco Pulido Valente, pseudónimo de Vasco Valente Correia Guedes nasce em Lisboa em 21 de Novembro de 1941.)
É ensaísta, escritor e comentador político português.
Proveniente de uma família com tradições intelectuais (é neto materno de Francisco Pulido Valente.
Estudou na St. Julian's School em Carcavelos, no Liceu Camões (de onde foi expulso por mau comportamento) e Pedro Nunes, em Lisboa, e no Colégio Nun'Álvares, em Tomar.. Licenciou-se em Filosofia, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Doutorou-se em História, na Universidade de Oxford., com uma tese (orientada por Raymond Carrr e defendida em Maio de 1974) intitulada O Poder e o Povo: a revolução de 1910. É autor de vários livros sobre temas da História e factos políticos, incluindo ainda várias biografias.
Recolha de
JBS

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

PROS E CONTRAS


PRÓS E CONTRAS DE ONTEM


MADEIRA e a sua tragédia

Dos comentadores,

Duma maneira geral quando chegam as desgraças, nós portugueses, falamos mais com o coração do que com a razão.

O Dr. Almeida Santos manifestou a sua solidariedade e pena sobre o acontecimento na ilha.

António Hespanha diz que houve erros ao fazer - se o desvio das águas.

O que aconteceu derivou de se desafiar a natureza, alterando-a, disse Vicente Jorge Silva.

Foi um programa interessante que, às tantas derivou para a entrevista com o Primeiro Ministro, que, parece ninguém ter gostado

Pela primeira vez ouvi falar de desigualdades sociais. Vicente Jorge Silva disse até, que Potugal era o terceiro País do Mundo onde isso se verificava. Depois dos Estados Unidos e da ....

Almeida Santos disse que foi feita a globalização política mas não a globalização económica o que provocou um descontrolo dos mercados, permitindo a manutenção das desigualdades sociais o que possibilita aos mais fortes esmagar os mais fracos.

Rui Machete não concordou com a explicação.

Falaram ainda Vicente Jorge Silva e a convidada que deu a sua versão.

A igualdade social sendo uma vontade ou um desejo está mais próximo duma miragem. Não há vontade para isso.

É o que me parece.

João Brito Sousa

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

ENTREVISTA


MIGUEL SOUSA TAVARES entrevista JOSÉ SÓCRATES

OPINIÃO

Espera-se um bom trabalho de MST.

Há razões para um bom trabalho do entrevistador, uma vez que o sabe fazer muito bem. Espero um debate vivo e útil. Penso que Sócrates vai ao tapete.

Tem governado mal.

O Banco de Portugal não fiscaliza nada, o PGR diz sim e não sobre o igual assunto, a Justiça está em crise, há assaltos às casas e estabelecimentos todos os dias, há casos de corrupção não esclarecidos, o desemprego aumenta, os licenciados não são colocados, enfim …

MST começou, falando de segredo de justiça que não é preservado, com opiniões do Bastonário da Ordem dos Advogados e outros comentários laterais. O próprio MST explicou o que era isso da violação do segredo de justiça e que dantes não havia essa violação.

Abordou de seguida o caso da construção do Aeroporto de Lisboa, ideia que parece não apoiar.

Até aqui o trabalho de MST é uma desilusão, mais de feição regionalista.

Hospitais públicos, outro tema abordado, não esperado nem anunciado. Discutiu-se porque razão, nos Hospitais Públicos se morre mais nos fins de semana.

Até agora não tem nada de relevante.

Entrevista com Sócrates.

Apoios à Madeira. Assunto pacífico com resposta pacífica. O Governo está disponível para ser solidário com o Governo da Madeira. Indiscutivelmente. O dever de todos é auxiliar, de imediato.

Seguiu-se o financiamento a Luís Figo e Tagus Park, empresa de capitais públicos. Não houve favores de L. Figo, disse Sócrates. Isso é uma infâmia e são conversas que não deviam chegar à opinião pública.

Mudando de assunto.

Compra da TVI pela PT, Armando Vara … o Procurador Geral da República, ouviu tudo e nada concluiu. Sócrates informou o PGR que mantinha tudo o que havia dito. Fui 1acusado sem provas. Houve um plano, diz MST, não, não houve nada, disse Sócrates. Se alguém invocou meu nome, fê-lo em vão.

Um Gestor de 32 anos, militante da JS, colocado como Presidente da maior empresa portuguesa, acha bem? Qual o problema, disse Sócrates, ele era competente. A idade importa?

Licenciatura e Freeport.

MST, veja bem, eu fui a votos e ganhei. È só, disse Sócrates.
E nunca quis a demissão de Manuela Moura Guedes e Mário Crespo? Não, dsse Sócrates, o Telejornal de sexta feira era um combate político para destruir a minha imagem.

Há muitos líderes políticos que não repudiam os crimes e isso é que é muito mau para a nossa democracia, disse Sócrates.

A publicação das escutas foram feitas em nome da Liberdade. Não concordo disse Sócrates. Liberdade é defender a lei; foi assim que fui educado, disse ainda.

O deficit não subiu mais que noutros países europeus. A nossa dívida pública está abaixo da média da zona euro. Estamos a viver a pior crise do pós guerra, há mais de 80 anos. Nós fomos o primeiro país a sair da recessão técnica. Porque nós fizemos o que não foi feito na recessão de 29/ 30, disse Sócrates.

Estamos a investir em escolas e barragens como nunca, para reduzir a dependência do petróleo e fazer ligações à energia eólica .

Vamos colocar em ordem as nossas contas publicas, disse Sócrates. Vamos fazer investimentos públicos para combater o desemprego.

As nossas empresas precisam dos mercados europeus e daí o TGV, além de investir em creches hospitais e sobretudo investir na educação.

Criar emprego não é baixar impostos é fazer investimento publico, disse Sócrates. Eu valorizo países que arriscam e estou ao lado deles.

Temos uma Seg. Social perfeitamente organizada, uma economia mais eficiente. O nosso desafio é crescer, com os outros.

Consultoria externa, o Estado gasta 400 milhões de euros ano, acha bem, perguntou MST. È necessário, disse Sócrates. É para pagar a engenheiros e arquitectos por projectos realizados.

Acredito que o País vai vencer. Tenho confiança no nosso País, disse Sócrates.

Comentários.
Não gostei. MST não esteve em forma. Talvez amanhã diga alguma coisa.


João Brito Sousa

domingo, 21 de fevereiro de 2010

NOTAS


FERNANDO NOBRE


Com esta atitude de exigir o total esclarecimento do problema face oculta, modificou a minha opinião sobre a validade da sua candidatura.

É uma atitude positiva que Alegre não tomou e que dá algumas credenciais a Fernando Nobre.

Parece-me um homem sem medo e na realidade independente. E íntegro, o que já sabia.

O resultado desta atitude, vai dizer alguma coisa

Vamos ver.


TEMPORAL NA MADEIRA


Indiscutivelmente um assunto sério e humano. A vida é dura mesmo. Não dá para avaliar, pensar, tudo o que quisermos dizer em desabono da vida é muito pouco.

Do que vale mandar um abraço? O que interessa dizer “estou solidário?”

Mas fica aqui o meu abraço.

Dorido, sim

João Brito Sousa

DOMINGO À TARDE


O AGIR HUMANO

O agir humano ou o comportamento humano deve situar-se ao abrigo da ética e dos bons princípios.

De facto, a vida humana, é um permanente diálogo entre o eu e as circunstâncias. A vida também destas coisas, as circunstâncias que a rodeiam. O agir humano é o reflexo de uma necessidade. O homem tem de procurar o seu caminho, a sua estrada, a sua meta. Tem de chegar lá. Mas para isso tem de ter os meios para se mostrar como capaz e eficiente.

Agir é uma condição inerente à sobrevivência. E isto tem um nome; chama-se Trabalho. O pensamento é uma forma de Trabalho. Pelo menos pensar, dá trabalho. O Trabalho é esforço e acção. O Trabalho é o fundamento do que há de humano na Sociedade e no Homem. Graças ao trabalho a fatalidade da natureza é dominada pela liberdade do Homem. Através do trabalho, o homem pode-se tornar mestre de criação.

O Trabalho é AGIR, ou seja, esforço e acção, ele é o produtor total, tanto de forças colectivas como da mentalidade, das ideias e dos valores, encarnando a fusão de todos estes elementos. Em suma é a sociedade que se produz a si própria na sua totalidade pelo Trabalho.
O homem, através da sua actividade, desempenha uma dupla personagem: é mestre pelos factos e gestos que são outras tantas expressões das suas ideias; é discípulo, pela atenção que dá aos seus actos.
Na Sociedade há qualquer coisa anterior a todos os sinais que, desde tempos imemoriais, servem de veículo e de instrumento do saber. Podemos até dizer que, a este respeito, a inteligência do operário não está apenas na sua cabeça; está também na sua mão.
Mas alturas houve em que o homem, num certo sentido, deixou de agir. Foi quando surgiu a máquina que levantou alguns problemas no contexto do trabalho.
A máquina faz o seu trabalho e o homem faz o seu. Proudhon, um filósofo, sociólogo e doutrinário sócio político, diz que com o aparecimento da máquina se substituiu a habilidade manual, pela perfeição dos utensílios. Certamente que sim, estou de acordo, mas o homem não acabou. Quem faz o trabalho é a máquina, controlada e programada pelo homem.
Mas Proudhon fala de outro homem quando diz que a habilidade manual foi substituída pela perfeição dos utensílios dizendo ainda que os papéis entre o homem e a matéria se inverteram, passando o espírito para a máquina, deixando o operário, que tinha pela via do trabalho a sua oportunidade de se considerar superior, ver-se agora relegado para segundo plano nessa sua tarefa de operário embrutecido.
È aqui, diz Proudhon que deveria considerar-se a superioridade do trabalhador mas essa possibilidade tornou-se para ele fonte de embrutecimento.
Mas o mundo só progride se o homem agir.

Bibliografia consultada – PROUDHON
Recolha de
JBS

sábado, 20 de fevereiro de 2010

MEU CARO AMIGO



MEU CARO AMIGO

DIOGO COSTA SOUSA


Começo por te saudar efusivamente, pela tua amizade, grandiosidade e generosidade de alma.

Cá ando, umas vezes sim outras vezes não. Responsavelmente, penso. Vi os teus comentários no Adolfo e noutro local ainda e fico feliz por ver que continuas a tua luta pela verdade.

És um homem da política e brilhas nesse terreno.

Por aqui continuo a escrever. Como vês, fui pré seleccionado num concurso literário no Brasil, cujo resultado final sai no próximo dia 26.

O blogue da escola está meio empanado, não percebo aquilo.

Espero que te encontres bem assim como todos os teus.

Do oriente nada de novo.

Um grande abraço do

João

3 CONTOS PRE SELECIONADOS


CAROS AMIGOS,

Viva,

Fui pre selecionado.

Ab.
João Brito Sousa


RELAÇÃO DE TEXTOS PRÉ-SELECIONADOS no 4º Concurso Literário Guemanisse de MINICONTOS E HAICAIS

18 de fevereiro de 2010

Muito embora a relação abaixo não represente nenhuma forma de premiação no Concurso, ela serve para informar aos seus respectivos autores que os textos abaixo relacionados foram analisados e considerados portadores de qualidades literárias necessárias para prosseguirem no certame.

Conforme estabelecido no regulamento, os resultados serão proclamados no dia 26 de fevereiro de 2010

CATEGORIA MINICONTOS (759)


Dentro de um universo de 2.321 (dois mil, trezentos e vinte e um) textos inscritos, foram pré-selecionadas 759 (setecentos e cinquenta e nove), que são os seguintes:

CONCORRI COM,

À noite não se trabalha

Digo-te amanhã

Sou fria



JBS

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

POESIA


DE AMÉRICO RAMOS


ÁRVORE DA VIDA


Árvore de sonho e de vida
Direito ao céu erguida
Orgulho da Natureza

Pedestal de beleza
Nobreza da grande serra
Imaculada riqueza
A linda filha da Terra

És o ar que eu respiro
O calor que me aquece
Sonho que me adormece
A fresca que eu prefiro

Tu és o manto que cobre
O segredo do encanto
Que o poeta ama tanto
Pelo amor que ela descobre

O lar dos passarinhos
O abrigo dos seus ninhos
O fruto sagrado e nobre


Recolha de
JBS

ALTAMENTE LAMENTÁVEL


OPINIÃO
O TÚNEL DA LUZ

O futebol tomou conta deste País.

É um fenómeno social que ninguém quer saber da sua força e do que pode resultar numa discussão sobre futebol., ou melhor, parece que ninguém está interessado em saber, ou melhor ainda, ninguém mostrou até agora capacidade para perceber da força do futebol.

E isto é grave.

Ainda hoje, o jurista e colunista do Correio da Manhã, Dr. Carlos Abreu Amorim e o deputado Dr. Manuel dos Santos, travaram no telejornal um diálogo sobre futebol, que, sinceramente, me deixou perturbado e preocupado.

Porque ambos tiveram atittudes nada abonatórias de portadores de educação superior.

O Jurista desportivo José Manuel Amorim, penso que também não compreendeu a força do futebol e penso que não é prudente nas suas análises.

O Dr. José Guilherme de Aguiar deveria pensar melhor se deveria entrar para já nesta discussão ou não. E ainda pensar naquilo que disse. Penso que não se ganha nada em desconsiderar colegas de profissão e instituções de justiça.

No discurso de MST, licenciado em Direito, escritor e jornalista, não se vê tolerância de espécie nemhuma, são desconsiderações atrás de desconsiderações aos clubes adversários.

Mas se os quadros superiores deste País não têm discernimento para aproximar as pessoas, respeitando-se uns aos outros, preferindo, aquilo que considero um diálogo agressivo, a situação é altamente lamentável.

Não percebo o comportamento de certos intelectuais.

E lamento.

João Brito Sousa

FERNANDO NOBRE



FERNANDO NOBRE

A candidatura à Presidência da República, de Fernando Nobre (Dr), médico e fundador da AMI, não tem o meu aval.

A ser eleito, perde-se um homem de grande humanismo e os desgraçados ficam mais desgraçados.

Aceito a candidatura do Dr. Fernando Nobre à Presidência, como um grito de revolta pelo que está a acontecer no nosso País. Mas não tem força para mudar nada. Parece-me com preparação para o cargo e é incómodo.

Creio que não se vai aguentar. É um homem modesto e sério e isso prejudica-o.

A actual Constituição também não facilita porque limita a sua actuação.

O actual estado do País é muito mau. É mais que mau. Mais que péssimo. Perdeu-se o respeito pelos valores e princípios. Há quadros superiores da Administração que aumentam os seus salários e congelam os salários da função pública, o que é desonesto.

Há indicadores de atitudes menos correctas por parte do Primeiro Ministro que desmente tudo.

Há outras coisas graves.

O aspecto mais dramático do País é a situação da Justiça, que perdeu a força. O bairrismo, digamos assim, domina o Ministério, o Procurador Geral não se impõe.

Neste País, sente-se que qualquer coisa pode acontecer a qualquer momento. As Universidades são um negócio e os recém licenciados não têm colocação.

O actual Presidente da República e o Primeiro Ministro não têm uma boa relação.

É um País, talvez…
João Briot Sousa

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

NÃO É DE EDUCADOR


OPINIÃO



O FCPorto não teve nada a ver com a validação do segundo golo com o Arsenal. A não ser através da matreirice do jogador Ruben Maciel que Jesualdo Ferreira proclama de jogador inteligente.

JESUALDO disse:


O treinador do FC Porto considerou hoje legal o golo da vitória (2-1) sobre o Arsenal, em jogo da Liga dos Campeões, e recordou que os "gunners" já venceram da mesma forma o Chelsea.
“O segundo golo do FC Porto é legal”, disse Jesualdo Ferreira, sobre o golo apontado por Falcao, na sequência de um livre indireto assinalado na grande área "arsenalista". Aos 51 minutos, Ruben Micael marcou rapidamente o livre indirecto e Falcao teve apenas de empurrar, perante a apatia e os protestos dos jogadores do Arsenal.
“É uma situação em que os treinadores ou têm vontade de bater nos jogadores ou de se virar para o árbitro. O golo nasce da inteligência de um jogador do FC Porto. O golo é legal”, repetiu.
Jesualdo Ferreira disse ainda que, tal como Wenger, também teria ficado zangado, caso o golo tivesse sido na sua baliza. “Wenger ficou zangado e eu também ficava. Em 2004, com um golo de Henry, o Arsenal ganhou assim um jogo ao Chelsea. As leis permitem isso. Foi o golo que deu ao FC Porto uma vitória justa”.
COMENTÁRIO:
O FCPorto mereceu a vitória, mas não da forma como a conseguiu. Pareceu-me mais forte e a sorte, por um lado e a oferta do árbitro, por outro, deu a vitória.
Os jornais ingleses não gostaram do que viram e já comentaram, parece-me que negativamente.
As palavras e o sorriso de Jesualdo Ferreira, não estão à altura da grandiosidade do FCPorto.
Ou estarão.
Permitam isso as leis ou não, a postura do treinador não pode ser esta. Porque estas vitórias não dignificam nada nem ninguém
JBS
OBS- No jogo do Chelsea, vê-se o árbitro autorizar o reinício do jogo; aqui o árbitro levantou o braço já a bola estava em movimento.
Considero infelizes as declarações de Jorge Coroado.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

FUTEBOL


OPINIÃO


FCPORTO 2 ARSENAL 1


OFCPorto esteve melhor fisica e tacticamente. O Arsenal cometeu "palermices" inadmissíveis. O árbitro foi o pior.

Inadmissível a forma como o senhor árbiitro valida o segundo golo do FCPorto. Numa das "palermices" arsenalistas, o central inglês, dentro da área, passa a bola ao guarda redes. Livre contra o Arsenal, justo, denro da área inglesa.

O guarda redes inglês, que tinha a bola na mão, entregou-a ao árbitro e vai para a baliza. Entretanto o árbitro deita a bola ao chão e os jogadores do FCPorto movimentam-na e só depois de movimentada a bola, o árbitro levanta o braço, em sinal de autorização do reinício do jogo.

A bola entrou e o golo foi sancionado.

Ilegal, parece-me.

A bola foi movmentada sem autrização do árbitro, não foi legalmente movimentada e o árbitro sancionou uma jogada ilegal que retira um pouco o brilho à vitória do FCPorto, cujo primeiro golo foi um frango do guarda redes inglês.

Mas o FCPorto mereceu ganhar, mesmo da forma como o conseguiu.

Uma nota positiva para Varela, que em alguns moomentos pareceu Garrincha.

De qualquer maneira parabens à equipa, pelo que lutou e pelo bom espectáculo que proporcionou.

JBS

OBS-

1 - Jornal "O JOGO"

Dois golos "caricatos" dão vantagem ao FC Porto sobre o Arsenal

Dois golos “caricatos”, apontados por Varela e Falcao, permitiram hoje ao FC Porto vencer por 2-1 na recepção aos ingleses do Arsenal, na primeira “mão” dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

2 - Jornal Record

O EXERCÍCO DA POLÍTICA


O EXERCÍCIO DA POLÍTICA

É indiscutivelmente uma actividade necessária e imprescindível na condução dos destinos de uma Nação. È um trabalho que normalmente é entregue aos mais capazes, quer do ponto de vista intelectual quer do ponto de vista dos respectivos desempenhos, já testados e efectuados, com provas dadas.

Depois, é preciso ter em atenção, que é um exercício de sacrifício, de desgaste pessoal, mas simultaneamente de honradez mesmo, porque o País está primeiro e é preciso dar-lhes do melhor e cito, como exemplo, os entusiásticos debates de ideias na Câmara dos Deputados, no século XIX, entre Garrett e José Estêvão, que constituíram o que de mais nobre se fez em política em Portugal, havendo outros, claro, como as conferências de Casino, proferidas pelos Vencidos da Vida, com Antero, Eça, Oliveira Martins, Junqueiro e Ramalho.

Estes homens que atrás cito, mesmo que por vezes em desacordo, bateram-se pelos ideais pátrios com dignidade (como por exemplo o frente a frente, à espada, de Antero com Ramalho, no Porto), dando os primeiros passos na caminhada do debate político no nosso País.

Vem isto a propósito do artigo do jovem Marco António, onde refere a falta de líderes no PSD, que por sinal é o partido onde exerce a sua actividade política, parecendo-me lógico a mim, que esse assunto fosse discutido internamente.

E pelos vistos não foi, o que obrigou Marco António a vir reclamar isso para o exterior, onde, ao que parece, foi sincero, o que dentro do partido, não seria, teria que dizer coisas que não queria, tornando-se num, por isso, elemento insincero. Aconteceu isso com António Arnault, que disse ter saído da política, para não ser insincero. Marco continuou.

Destes comportamentos distintos, penso ser importante recordar, que, o que se passou na Primeira Republica se está a passar agora, o que, em princípio, tornaria mais fácil o desempenho político de certos partidos se se lembrassem que em 1910 caíram no Rotativismo ( o termo é de João Franco) querendo dizer que os programas dos principais partidos políticos, o Regenerador e o Republicano, eram semelhantes e a coisa deu no que deu.

Os actuais deputados da AR deveriam ter estes factos bem estudados e arranjar soluções, mas não as arranjam. Por outro lado, deveriam lembrar-se que Sócrates bebeu a cicuta, para se livrar dos ignorantes, que é onde parece estar o mal disto tudo.

Inclusivamente nos deputados.

Texto de
JBS

domingo, 14 de fevereiro de 2010

OPINIÃO


FUTEBOL/FRAUDE

Sporting Clube de Braga 2/ Marítimo 1


PARABENS,

Ao Engº Mesquita Machado, Presidente da CMB e ao senhor Antóno Salvador, Presidente do Sporting Clube de Braga, pela mentalização ganhadora que vêm dando à equipa de futebol.

Em minha opinião, a eles se deve a vitória da equipa de futebol do Sporting Clube de Braga no jogo disputado hoje contra o Marítimo,

Apesar de me deixarem dúvidas profissionais o comportamento da defesa do Maríitmo no primeiro golo do BRAGA, que esteve paradíiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissima, totalmente a deixar jogar.

Idem no segundo golo,

Jogo de fraco nível, onde nenhuma equipa nem os respectivos treinadores, merecem o meu aval.

Recordar que nos jogos FCPORTO/LEIXÕES um penalty perdoado ao Leixões, BENFICA / SETÚBAL penalty perdoado ao Setúbal e golo mal anulado ao Setúbal e no jogo de hoje golo da vitória validado ao Sp. Braga depois da bola ter estado fora, na presença do fiscal de
linha.


Declarações,

1 - TÉCNICO DO MARÍTIMO


O técnico do Marítimo Van der Gaag afirmou, este domingo, que a sua equipa "fez tudo" e que sofreram os golos

"por culpa própria",


embora tenha sido informado pelos seus jogadores que o tento da vitória bracarense nasce de um lance irregular.
“A equipa fez tudo, sofremos o golo na segunda parte por culpa própria, mas reagimos bem, depois sofremos o segundo, no qual os jogadores dizem que a bola estava fora. Se for verdade, é mais complicado”, afirmou. Acerca do segundo golo do Sp. Braga, o técnico holandês disse que é mau perder o jogo desta forma: "Disseram-me que a bola estava fora, mas ainda não vi as imagens.
Se assim foi, é ainda pior perder um jogo assim". Mas, no final, Van der Gaag mostrou-se satisfeito com o empenho da equipa: “A minha equipa esteve muito bem, infelizmente perdemos, mas mostrámos qualidade e a equipa lutou. O futebol tem destas coisas”. “O empate fora de casa é sempre bom, o Sp. Braga só uma vez empatou em casa e sofrera um golo. Fizemos tudo, as contas vamos ver no final do campeonato.
Fico contente, não pelo resultado, mas pelo que a equipa mostrou”, terminou

2 - TÉCNICO DO Sp BRAGA

“Gostaríamos que tivesse sido um jogo melhor mas às vezes o espectáculo é o que as equipas deixam”, começou por referir Domingos, que lembrou que a chegada dos golos, no segundo tempo, contribuiu para um jogo mais aberto.
Quanto ao resultado, admitiu que o Marítimo podia ter conseguido mais mas realçou qe o Braga nunca desistiu de procurar a vitória.
“Embora
não se possa dizer que a vitória foi justa,
a equipa nunca deixou de procurar o resultado e merece pela forma como se entregou ao jogo.”
Falta seriedade no futebol português.

João Brito Sousa

sábado, 13 de fevereiro de 2010

FUTEBOL


OPINIÃO



LEIXÕES 0 / FCPORTO 0


O FCPorto empatou o jogo por culpa própria. Melhor, não o soube ganhar.

Uma equipa com os objectivos que o FCPorto tem, não pode falhar golos em frente á baliza e creio que isso aconteceu duas vezes.

E o FCPorto tinha obrigação de marcar e não marcou.

Esta é a única verdade do jogo.

Penalty por marcar, certo, houve, mas o clube, o treinador e jogadores têm que estar preparados para isso.

Todos os domingos ou quase todos, ficam penaltys por marcar e vai continuar a haver. A atitude do FCPorto era continuara a procurar o golo.

O que aliás fez, mas não conseguiu. Mas isso acontece a todos.

As afirmações de Jesualdo Ferreira e Bruno Alves, no que respeita ao anti – jogo não me parecem correctas porque não vi isso.

7 minutos extras. Porquê? Isto é que eu lamento porque não houve razão para isso e faz recordar coisas chatas.

Lamentável as palavras de Bruno Alves, quando diz “as arbitragens não têm favorecido nada”

OBS- O resultado do jogo foi um castigo para as palavras de Jesualdo Ferreira, que disse “este ano vai-me dar mais gozo ganhar”

NÃO É UMA ATITUDE ÉTICA; é muito pior.

CONCLUSÃO: O FCPorto não soube ganhar o jogo.

João Brito Sousa

PATACÁO DO PASSADO

POESIA DE AMÉRICO DO VALE


Junto à casa do Rolim
Havia um grande pontão
Com lages que tinham asssim
Como quatro dedos de mão

E nas noites quentes de verão
Ali nunca havia paz
E o Zé Larença, o manganão
Com três tracks partiu a laje.

Todos tinham uma pureza
Havia sempre uma diabrura
A laje tinha de certeza
Vinte centímetros de expessura.

Recolha de
JBS

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

RECORDAÇÕES


O PATACÃO DO PASSADO.
NASCI EM 1942.


A malta mais velha mas que lidava bem comigo, do Patacão ao Chelote, eram o Baptista e o João, flhos do Mestre Zé Rosa, o Batão filho do Padeiro, o João Patuleia e o Simplício, o Viegas da Casa de Bicicletes, o Jorge Faísca casado com a Bernardina, o senhor Reinaldo do Restaurante, o Américo do Vale que me deixou estas recordações em verso.


PATACÃO DO PASSADO


Vou-lhes contar uma história
Apesar de já cansado
Mas ainda trago na memória
Muitas coisas do passado


Continua ...
Recolha de
João Brito Sousa

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

ANTÓNIO OSÓRIO


VENCEDOR DO PRÉMIO POESIA DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES.

ANTÓNIO GABRIEL MARANCA OSÓRIO DE CASTRO,

Nascido em Setúbal em 1933, Licenciado em Direito, exerceu a advocacia e foi co-director, nos anos 50, da revista Anteu , nela publicando as suas primeiras composições e o texto teórico "Natureza e Missão da Poesia", no qual defende a natural facciosidade e imperfeição de qualquer movimento literário face à totalidade e mistério do homem, e postula, como única posição válida em poesia, a exclusão de toda a exclusão.

Denunciando a ligação a filosofias da existência, nesse mesmo texto sublinha a necessidade de o homem ter "consciência da própria condição, da individual efemeridade e da evanescência de todas as coisas humanas", premissa que norteará uma actividade poética cuja edição é encetada no início dos anos 70. A publicação de A Raiz Afectuosa virá então confirmar não só essa independência como conferir a este autor, pela despudorada e humilde evocação de afectos, pela celebração do mistério da vida, pela serenidade com que situa a morte na vida, um lugar singular na poesia portuguesa contemporânea.

A ruptura nasce da aposta em "Não ser um místico do nada", nem "céptico", nem "um descrente carnívoro", "mas planta nascente / num prado / com milhões de raízes" (cf. «Xisto, Pedra de Lama», in Décima Aurora ), numa comunhão franciscana com tudo o que existe e que se consuma na "gratidão" "por estar na terra / uma só vez, ao sol / nada pedindo, nenhum segredo" («Gratidão Que Nem Sabe / A Quem Deve ser Grata»). A permuta entre a vida e a morte, "ambas perdurando além de toda a mudança", no espaço fantasmático do poema; a serenidade metafísica com que interroga o sentido da existência, sem converter a razão em instrumento de dor, num defeito que consiste em "não retirar da ironia (e da auto-ironia) quanto do amor e da piedade" («Entrevista Apócrifa») são os traços mais originais de uma arte poética que se resume a duas etapas: "Armazenar sofrimento // Distribuí-lo depois / límpido" («Ofício», Ignorância da Morte ).

Mas a conquista de uma simplicidade que dissimula o diálogo com textos e culturas, num poeta que se considera, na acepção de Croce, filho de todos os poetas que o precederam e filho de si mesmo, decorre de algumas "astúcias poéticas" reveladas pelo autor em «Entrevista Apócrifa» (Décima Aurora , 1982): "primeira, limpar as palavras da sujidade, como se faz a uma tela antiga, fazendo-as regressar ao fulgor inicial [...] Segunda, simplificar sempre, usar poucos adjectivos, e cada adjectivo, podendo, uma só vez. Mas então acertar-lhe em cheio [...]. Terceira, dizer o inominável de forma brutal, mas sem a desmesura daquele: o máximo de violência num mínimo de retórica.

Retirado da net
JBS

POESIA DE ANÉRICO RAMOS


A POESIA DE AMÉRICO RAMOS,

de Santa Bárbara de Nexe, vem na linha dos poetas de alma grande, que cantam as mais diversas situações da vida com carinho e ternura. É uma poesia que vem de dentro de si, preocupando-se em primeiro lugar com a mensagem, depois com a musicalidade e a harmonia da quadra.

É o poeta, dos que eu conheço, que mais se aproxima de António Aleixo.

É um poeta que precisa chegar ao público que ainda não o conhece, porque é um poeta que se lê com agrado e o conteúdo das suas quadras dão que pensar.

E o homem precisa de pensar.

A poesia. é uma forma de comunicação que deve deixar o leitor com boa disposição quando a lê.

A poesia deve incomodar com graça, deve ser incisiva mas respeitadora, a poesia deve ensinar o caminho correcto, porque o poeta vê as coisas de que fala com um sentido crítico mais apurado que os outros.

Tenho inveja dos poetas, diz LOBO ANTUNES.


E sobre o meu livro de poemas "SONETOS IMPERFEITOS" diz Américo Ramos.

Para o Prof. JOÃO BRITO SOUSA, da freguesia dos Braciais, fregusia de S. Pedro, Faro.


MOTE


Os sonetos imperfeitos
que ruma da sua poesia
abrem caminhos direitos
para mim são luz do dia


Uma boa visão daquilo que eu quiz dizer
I


Traçou uma linha recta
direitinha sem preconceitos
tiro o chapéu ao poeta
dos sonetos imperfeitos


II


Li o que não estava escrito
e que à vista não se via
vi amor e conflito
no ruma da sua poesia


III


A riqueza do artista
e os versos assim bem feitos
poemas dum realista
abrem caminhos direitos.


IV


Poeta dos Braciais
Que S. Pedro é freguesia
seus valores são reais
para mim é luz do dia.


Recolha de
JBS